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Maternidade na Nova Zelândia, mãe de primeira viagem

Entrevista com Tatiane Espindola, por Lia Santos

Hoje a entrevista é especial com Tatiane Espindola, mamãe de primeira viagem. Vamos conhecer um pouco sobre sua vinda para a Nova Zelândia, profissão e sua opinião sobre os serviços de saúde na Nova Zelândia.

Abaixo da entrevista, você pode deixar um comentário, dúvida ou sugestão de temas que podemos abordar em outras publicações.

Tati conta um pouco da sua história e como decidiu vir para a Nova Zelândia.

Tati/ Arquivo pessoal

“Oi pessoal meu nome é Tatiane e sou de São Paulo, capital. Eu havia voltado de um intercâmbio quando conheci meu marido. Ele sempre teve vontade de morar fora e como eu havia gostado da experiência, disse a ele “porque não”.

Começamos a saga de pesquisar os lugares que gostaríamos de morar, a minha primeira opção era Londres e a dele Canadá, a nossa segunda opção era Austrália.”

Problema com agência de intercâmbio

“Então começamos a ir nas agências de intercâmbio para fazermos orçamentos. A agência que escolhemos, no meio do processo, parou de nos dar atenção e nesse meio tempo a imigração Australiana havia mudado algumas regras que seria um pouco difícil conseguirmos o visto. No intercâmbio que eu havia feito, morei com uma brasileira que morou aqui na Nova Zelândia e sempre falava super bem. Então resolvemos arriscar, mas com outra agência.”

Leia também: Dicas para Não errar ao escolher sua agência de intercâmbio

Estudos e Intercâmbio

“Tudo resolvido, viemos fazer ambos um curso level 7, eu na minha área, professora de inglês e ele em business. Eu acabei fazendo dois cursos, primeiro o CELTA, que foi em um mês e meio e o outro foi Diploma em TESOL: Teaching English to speakers of other language, oito meses.

E o level 7 aqui, na época, nos dava direito, depois do curso terminado, mais 3 anos de visto aberto. Quando terminei o curso comecei a trabalhar como cleaner, mas encaminhei meu CV para a Nova Zelândia inteira, todas as escolas de inglês. E recebi um convite para uma entrevista na escola em que trabalho desde então, SLEC. Mudamos de cidade, pois morávamos na ilha norte em Auckland, para ilha sul em Queenstown. Desde então leciono aqui.”

Família crescendo

“Sempre falávamos em ter filhos e eu com 38 anos e uma doença autoimune no CV, não poderia perder muito tempo (Vou contar com mais detalhes sobre esta doença autoimune em relação a imigração em minha próxima publicação, acompanhe por aqui).

Sendo assim decidimos que seria a hora certa, os dois com bons empregos.

Nascimento do Logan. O primeiro contato da mãe e bebê é imediato após o nascimento.

Mas eu havia feito uma cirurgia em dezembro de 2018, retirei 2 miomas e ainda tomava anticoncepcional, a médica disse que ia demorar pelo menos 6 meses para que eu conseguisse engravidar. Mas quando tem que ser não tem jeito, engravidei no primeiro mês que parei o remédio. E começamos com as consultas normais de uma grávida, mas como eu havia passado por essa cirurgia, mais a idade e mais a doença autoimune, eu fui mais assistida pelos médicos do que o normal.

Aqui nos temos consultas com midwife durante toda a gravidez, e também com a médica. Depois que o bebê nasce, ele tem consulta com as enfermeiras, e tudo gratuito. Mas no final correu tudo bem.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, mesmo meu filho ter nascido aqui, ele não é um cidadão neozelandês, ele é brasileiro porque ambos os pais são e não temos residência. Mas ele tem direito a saúde publica e não paga nenhum medicamento, se precisar.”

Leia também: Best Start | Benefício para o primeiro ano do seu bebê

Licença maternidade

“Minha licença maternidade foi de 5 meses, mas desde julho deste ano mudou para 6 meses.

Como já voltei a trabalhar, meu pequeno já começou no daycare que é muito próximo ao meu trabalho, sendo assim fico um pouco mais tranquila. O daycare é pago, mas quando ele for para a primary school em diante, a educação será gratuita. Ele está com 4 meses e meio agora e se adaptando super bem no daycare.”

Tati e família na cidade de Queenstown. Um passeio ao ar livre com seu bebê/ Arquivo pessoal

Maternidade & trabalho

“Vejo que aqui, nós que somos mães, não temos problema de trabalhar meio período, uma vez que as escolas terminam as 3 da tarde. E os empregadores são bem flexíveis sobre isso. Eu estou adorando esta vida de mãe, trabalhadora, pois além de trabalhar, ainda consigo passar um bom tempo com o meu filho, cuidar da casa, sem aquela correria que provavelmente seria se eu morasse no Brasil. Eu poderia trabalhar mais, mas escolhi ter qualidade de vida.

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Oiê meus queridos! Tudo bem? . É com prazer que venho compartilhar mais essa nova aventura em nossas vidas! . Criei o Instagram para poder dividir com vocês minhas aventuras como mãe de primeira viagem vivendo na Nova Zelândia. . Vou compartilhar minha rotina, descobertas como mãe, vida de imigrante, curiosidades, informações e tudo que achar legal dividir com cada um de vocês. . Sejam muito Bem-vindos.😍 . É uma alegria imensa ter cada um de vocês aqui junto comigo. Espero todos vocês nesta linda viagem que iniciamos agora. 🤗 . Agora venha @abordocomtati nesta linda jornada 😊 . Não esqueçam de deixar sua curtida, seu comentário e compartilhar com os amigos! ☺️ . #abordocomtati #maedeprimeiraviagem #novazelandia #queenstown

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Midwife: Sãs parteiras e trabalham em colaboração com outros profissionais de saúde, quando necessário, para atender a quaisquer necessidades médicas, de saúde ou sociais adicionais das mães e seus bebês. As parteiras trabalham de maneiras diferentes, mas todas contribuem para serviços de maternidade seguros e eficazes na Nova Zelândia. Elas podem ser:

  • Autônomas Líderes de Cuidadores de Maternidade (LMCs), fornecendo continuidade de cuidados às mulheres durante a gravidez, trabalho de parto e parto e pós-natal até 6 semanas após o nascimento
  • empregado por DHBs para fornecer cobertura de turno de 24 horas em uma maternidade
  • empregado pelos Conselhos Distritais de Saúde (DHBs) ou outras organizações para fornecer a continuidade dos cuidados

BN

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