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Leite materno fraco, mito ou verdade?

Estar bem informada e a melhor arma contra insegurança e medos que surgem durante o aleitamento materno

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A amamentação é o primeiro alimento da vida de um bebê e até as mães mais experientes podem acabar se questionando sobre a eficácia do leite materno durante o aleitamento, principalmente quando o bebê chora demais ou quando mama em intervalos bem pequenos. Mas a verdade é que não existe leite materno fraco, isso é um mito.

Toda mãe quer que seu filho cresça forte e saudável e se há qualquer sinal de que isso pode ser interrompido a dúvida e a culpa aparecem fazendo com que tudo seja questionado, principalmente quando o assunto é a alimentação do bebe.

Corpo em desenvolvimento

Os bebês têm um sistema digestivo ainda em desenvolvimento e o estômago deles é bem pequeno. Isso significa que, mesmo mamando bem, eles mamam pouco e por isso a grande maioria dos bebês precisa amamentar muitas vezes ao dia.

Além disso, o leite materno, por exemplo, é digerido mais rápido pelo organismo dos bebês do que os leites de fórmula. Isso pode dar uma sensação de que o bebê não está bem alimentado, quando na verdade é apenas parte do processo de digestão deles.

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Alimentação é fundamental

O corpo da mulher produz o leite com os nutrientes necessários para suprir a demanda do bebê, isso significa que mesmo mães com dietas restritivas vão produzir o leite necessário para que o bebê continue crescendo saudável.

Apesar do leite fraco ser uma lenda, uma alimentação balanceada e a ingestão de bastante água são fundamentais para manter a mãe energizada e com o corpo pronto para garantir uma boa demanda de leite. Por isso, tente incluir bastante legumes, verduras, frutas e grãos na sua alimentação, pois o seu corpo vai precisar se nutrir também.

Demanda x Oferta do leite materno

Não dá para saber ao certo quanto de leite materno cada mulher produz, mas uma coisa é certa: quanto mais a mãe oferta o peito para o bebê, mais leite ela produz. A sucção feita pelo bebê estimula as glândulas mamárias, mostrando ao corpo da mãe a necessidade de produção de leite.

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Logo após o parto o leite pode levar até uns 3 dias para descer, isso pode variar de mulher para mulher. Depois disso, é comum que o corpo produza leite em excesso, pois ainda está se ajustando às necessidades do recém-nascido e a mãe pode sentir a necessidade de tirar o leite extra. O leite extraído pode ser armazenado por até 6 meses no congelador e por 3 dias na geladeira, desde que bem lacrado.

Mas com o tempo o corpo vai aprender a entender a demanda do bebe e a quantidade de leite vai se ajustar. Não se assuste se você parar de sentir o peito pesado ou se perceber que não está mais vazando como antes, isso não é, necessariamente, sinal de que você está sem leite.

Fatores que podem atrapalhar

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O estresse, independentemente da causa dele, pode impactar a produção de leite. Mas infelizmente não é apenas isso que pode limitar ou mesmo impedir a produção de leite.

Existem condições médicas que podem interferir na produção do leite e se a mulher sentir que tem algo errado é fundamental procurar um médico o quanto antes.

Perda excessiva de sangue durante o parto, por exemplo, pode prejudicar o aleitamento logo no começo. Mães com histórico de ovário policístico, diabetes, distúrbios de tireoide ou outros problemas hormonais também podem apresentar baixa produção de leite.

 

  • Não acredite em mito , procure ajuda

    O processo do maternar é desafiador e ninguém nasce sabendo, por isso é importante ler bastante sobre o assunto, com diversas fontes de informação e se munir de bastante conhecimento. Isso vai te ajudar no processo e te dar mais segurança.

    Mas existem sinais que o bebe pode dar e que precisam ser ouvidos e cuidados imediatamente. Um dos mais comuns é a perda de peso do bebe; a maioria dos recém-nascidos perdem algumas gramas na primeira semana, mas se isso persistir a mãe deve procurar um médico para orientá-la.

    Na Nova Zelândia tem algumas instituições que podem te dar todo o suporte e tirar várias dúvidas. Cada um dos sites abaixo está recheado de boas informações que vão desde seios doloridos, mastite, dificuldade na pega até dicas para usar quando os filhos começam a morder o bico.

    Pluket – É uma instituição que tem como papel o cuidado de crianças e mães no pós parto. Eles fazem esse acompanhamento de forma gratuita e tem muita informação sobre amamentação e as dificuldades que podem aparecer.

    A Pluket tem também o Plunketline – 0800 933 922, que é gratuito para qualquer número da NZ e você tem o atendimento de uma enfermeira para sanar qualquer dúvida.

    Ministry of Health – o Ministério da Saúde também tem um espaço dedicado para informações sobre amamentação.

    La Leche League NZ – É um grupo formado por mães, profissionais especializados em amamentação e outras áreas que foi criado há 50 anos com o intuito de ajudar mulheres durante o processo de aleitamento.

    Nem toda mãe amamenta, e está tudo bem

    Embora o leite materno seja uma fonte incrível de alimento e nutrição para o bebê, mulheres que não podem amamentar ou aquelas que escolhem não amamentar encontram na fórmula um alimento eficaz que vai garantir ao bebê todos os nutrientes que ele precisa para se desenvolver.

    Hoje já é possível encontrar diferentes marcas de fórmulas que oferecem produtos que se encaixam em diferentes contextos familiares. Há quem use leite de soja, de vaca, de cabra; apesar da diferença na matéria-prima, o essencial para o desenvolvimento do bebê está em todas as fórmulas de forma igual.

    Cada caso é único e você deve procurar um especialista se precisar de ajuda.

     

    Flávia Bonturi Previato

    Mulher, mãe, jornalista e educadora.

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