Comunidade

Invercargill, a busca pelo melhor lugar para educar os filhos

Entrevista com Bruna Hott, moradora na cidade de Invercargill, Sul da Nova Zelândia

Cada pessoa carrega uma história de vida, experiências únicas, por que somos seres individuais e únicos.
Algumas pessoas usam estas experiências, sendo boas ou ruins para ajudar a outros durante o caminho da vida. É o que a nossa entrevistada de hoje tem feito nos últimos anos, usar de sua experiência para ajudar quem deseja trilhar o caminho do intercâmbio e da imigração.

Hoje você vai conhecer uma pessoa com muitas risadas. A prova está aqui nesta entrevista. Ela é muito carismática, alegre, que gosta de dizer “oii geeentee” em seu canal BrunaFlix.


Quem é a Bruna Hott? Onde nasceu? Quanto tempo está na Nova Zelândia?

Bruna/ Arquivo pessoal.

“Sou jornalista e pedagoga. Trabalho com comunicação há 16 anos e hoje sou coordenadora de Marketing e Consultora de Intercâmbio da Inbound Study com sede na Nova Zelândia.

Além disso, tenho um programa de rádio aqui na cidade no qual eu comando com mais uma colega brasileira. Esposa do Leão, sim…meu marido se chama Leão mesmo! (risos).
Temos 2 filhos: O Davi, 7 anos e a Mariana de 5 anos.

Nasci no Espírito Santo, e sempre vivi em Vila Velha, cidade linda da terrinha capixaba. Estamos na Nova Zelândia há um pouco mais de 2 anos.”

 


Como foi a decisão de vir para a Nova Zelândia e porque escolheu a cidade de Invercargill para morar?

“Eu sempre gostei muito de viajar, e como eu trabalhava com entretenimento, nada me prendia. Era daquelas que entrava no avião sozinha. Mas, sempre com destino nacional. Quando conheci o Leão, ainda antes de dar inicio ao namoro, fizemos nosso planejamento: vamos construir nossa família e tendo filhos, vamos educá-los no exterior.

Pensávamos na oportunidade de aprender a nova língua e também a segurança para eles. E isso aconteceu!! Namoramos, fomos morar juntos como “teste” pra ver se ia dar certo… em poucos meses decidimos avançar: casar e ter filhos. Inicialmente, pensávamos em 3 filhos e depois: partiu exterior…mas, ao ter a Mariana, caçula, o desejo do terceiro adormeceu (risos).”

Bruna e família/ Arquivo pessoal.

Partiu Google

“Seria a hora então do exterior. Ok e para qual destino? Partiu Google: MELHOR LUGAR PARA EDUCAR FILHOS.
Veio uma lista de países. Entre elas, no topo: Nova Zelândia, Canadá, Austrália e Amsterdã.
O Leão queria um lugar frio (na época ele achava que amava o frio…hihihihi), já eu não suportava frio, mas sou do tipo que topo qualquer parada, se todos de acordo!

Descartamos Amsterdã porque nas pesquisas vimos que “tudo era legal” se é que me entende. Daí não saberíamos conduzir a criação das crianças mediante nossa realidade. Em seguida descartamos Austrália “por ter bichos perigosos” e o clima ser “quente”, Leão realmente acreditava: “eu amo frio”, ai ai…mas enfim. Canadá por ser congelante de mais, o que restou? Nova Zelândia.

Daí… dia e noite pesquisando sobre a Nova Zelândia, numa noite qualquer, Leão e eu já na cama para dormir, apareceu uma promoção de passagens na internet. Abri e eita, era uma baita promoção! Falei pro Leão e… COMPRA! Foi a reação dele! “Qualquer dia, resolve aí!”. Foi a continuidade da reação! (risos). Como que dorme?

Dia seguinte, liguei para uma conhecida que trabalha em agência de turismo e pedi pra ela emitir as passagens! Done, passagens em mão para julho do ano seguinte. Simples assim! (risos). Tínhamos nossas prioridades para sair do Brasil, entende? Assim como a maioria dos brasileiros…Segurança, tranquilidade, honestidade no sistema político e aprender a nova língua estavam no topo.”

Bruna e filhos/ Arquivo pessoal.

Quais seriam os pontos positivos e não tão positivos em morar em Invercargill?

“Uou! Vamos lá…na visão de hoje, depois de 2 anos vivendo aqui? Eita que você pegou no ponto fraco (risos). Hoje esses pontos já estão todos remexidos na balança! Isso acontece, sabia?! hahaha. Pra você entender: lembra do frio que o Leão tanto dizia amar? Pois bem, hoje ele descobriu que ODEIA! Literalmente o oposto!

Positivo: Cidade com pessoas acolhedoras, dispostas a te tratar de um jeito que não tem palavras para descrever. Trânsito: AQUI NÃO TEM! Uou! Esse merece ir para o topo, né? A logística da cidade: tudo é muito perto, e pra quem vem como estudante, a única instituição da cidade conseguiu pontos estratégicos para construir as acomodações estudantis. Daí em minutos o estudante chega em sala de aula.

Para nós, que chegamos na cidade tendo como porta de entrada os estudos, isso é MUITO BOM! Outra coisa também é o número de nativos na cidade. É alto e isso faz com que possamos vivenciar a cultura no dia a dia.

Os parques são super bem estruturados, se bem que, isso é em toda a Nova Zelândia. Acho que, o que eu falar de agora em diante não seria uma qualidade exclusiva da cidade, como segurança, ritmo de funcionamento da cidade.”

Bruna e família/ Arquivo pessoal.
Bruna/ Arquivo pessoal.

Negativo: “Não tão positivos, posso dizer negativo mesmo, viu… (risos).
Clima! Sem pensar duas vezes! Eita que o céu quase não fica azul total! Mas atenção: isso NO INÍCIO não nos deixava desanimados. O frio não era problema. Para mim era suportável e pro Leão era maravilhoso! Mas agora… depois de 2 anos. Confesso que depois de 1 ano e meio, esse cenário mudou. O frio já incomoda, os dias cinzas e chuvosos já atrapalham a programação do final de semana. E te falar, e só!

Eu super curto o ritmo da cidade, as crianças amam! E agora pensando… como isso é pessoal, né? Os pontos positivos e não tão positivos para mim, pode não ser para o outro. Poderia falar aqui da falta de opção de balada, mas isso pra mim não faz diferença. Os restaurantes noturnos não são lotados, é como se tivesse pouca gente na cidade, ops, é que realmente não tem tanta gente na cidade! (risos). Posso falar também do sistema de saúde, que tem suas falhas! E muitas…mas isso é em toda a Nova Zelândia”.

Bruna e família/ Arquivo pessoal.

Nos conte sobre seu trabalho, como tem ajudado brasileiros a realizarem o sonho de vir para a Nova Zelândia.

“Aaaaaah! Nossa! Meu trabalho foi um presente que a Nova Zelândia, e Deus – claro, me deram. O Leão e o Davi vieram como estudantes. Mariana e eu como turistas. Enquanto os meninos estudavam, eu ficava ocupando meu tempo. Fiz uns trabalhos voluntários, eu precisava contar aqui, mas daria um livro! (risos).
Além disso, ficava nos grupos do facebook passando informação de como vir para a Nova Zelândia de forma que os brasileiros não cometessem o mesmos erros que o Leão e eu cometemos no início do processo do intercâmbio. Essa história também daria um livro!”

Melhor caminho para o intercâmbio

Bruna e seus intercambistas/ Arquivo pessoal.

“Para resumir, surgiu uma situação e desde então, eu faço exatamente o que eu fazia nas horas livres do meu dia quando cheguei aqui: Ajudo brasileiros no planejamento certeiro para vir para Nova Zelândia. Sabe aquele caminho que o intercambista não pode fazer? Eu aviso qual! Com a minha experiência e o caminho no qual percorri para conseguir o que consegui.

Explico diariamente em minhas redes sociais e de forma profissional. Ajudo os estudantes com a escolha da cidade, da escola, matrícula, e, durante os estudos, fico a disposição para ajudar no que for preciso. E claro, todo o suporte necessário quando o estudante chega na cidade, eu dou. Ops, no suporte, não só eu, como toda a equipe Inbound Study. Seja de forma presencial ou até mesmo com ajuda da tecnologia, através do whatsapp, skype e email.”

Uma curiosidade: “A maioria dos estudantes que dei/dou o suporte estão em Auckland, na Ilha Norte. E olha que moro no extremo sul da Ilha Sul. Amo a tecnologia! (Risos).”

Bruna/ Arquivo pessoal.

Quais seriam seus conselhos para quem tem o sonho de ter uma experiência fora do Brasil.

“Não desista! Fronteira fechada – setembro/2020, eu sei! Mas as instituições de ensino de toda a Nova Zelândia estão lutando, dia após dia para resolver esse detalhe no próximo ano. Então, se prepare!!! Como está seu planejamento financeiro? Já põe como meta o valor do curso e da comprovação financeira, que é uma baita dupla para a tranquilidade do seu intercâmbio. E o inglês? Já é a sequência para formar o trio! O trio ideal!

Aproveite e já me chama por lá no Instagram, dizendo que leu até aqui! 😀 Essa interação que a tecnologia nos proporciona é incrível! Bjs.”

Oii Geeente

Sou Bruna Hott, esposa e mãe de 2. Sou jornalista e pedagoga. Trabalho com comunicação há 16 anos e hoje, sou coordenadora de Marketing e Consultora de Intercâmbio da Inbound Study com sede na Nova Zelândia. Idealizadora do programa Conexão SulAmérica, da rádio Southland – 96.4FM, no qual apresento com mais uma colega brasileira.  Além disso, tenho um projeto paralelo no Brasil, no qual dou treinamentos para pequenas empresas e autônomos de como usar o Instagram e o WhatsApp para aumentar a visualização e o rendimento dos seus negócios. Muito prazer, posso te ajudar!

Querido leitor

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