Comunidade Brasileira

Dois viajantes sonhadores vivendo na Nova Zelândia

Entrevista com o Casal Te Vejo Lá Fora

Entrevistamos um casal muito especial que se aventuram pela Nova Zelândia e tem um projeto muito legal onde compartilham tudo do seu dia a dia na cidade de Queenstown.

Vamos conhecê-los então.

Conte um pouco sobre vocês.

Natália. Nós somos um casal de brasileiros, cheios de sonhos. Sameyr Nasser Assaf, 29 anos brasileiro, de Osasco – São Paulo, formado em Administração com ênfase em Marketing e Economia.

Natália Gomes Figueira Silva, 27 anos brasileira, de Carapicuíba – São Paulo, formada em Arquitetura, Urbanismo e Designer de Interiores.

Como surgiu a ideia de fazer intercâmbio?

Sameyr

Natália. A ideia de fazer intercâmbio, partiu do Sameyr. Ele já havia feito intercâmbio em 2016 pelo período de 1 ano e 6 meses, porém na cidade de Auckland. Realizou o período do seu intercâmbio e depois conseguiu um emprego na área da cozinha, o que o permitiu ficar lá por todo este tempo.
Na época, sua decisão de vir para Nova Zelândia, partiu do desejo de melhorar suas oportunidades profissionais. Ele trabalhava no Brasil em um banco e com seu cargo, percebeu que o inglês seria uma chance de alavancar sua profissão. Ele então embarcou em seu primeiro intercâmbio.

Após o período citado acima, por alguns fatores pessoais e a saudade de casa, ele decidiu que talvez fosse a hora de retornar ao Brasil. Com a experiência, e a vivência que o inglês trouxe junto com o intercâmbio, ele decidiu que era o momento de abrir seu próprio negócio.

Ao retornar ao Brasil, abriu seu Restaurante/Confeitaria. Um negócio que ele abriu com a mãe dele. Ao longo de dois anos, ele manteve seu negócio aberto e o sonho vivo de ser seu próprio chefe. Porém, a situação econômica do Brasil e algumas decisões pessoais, fizeram ele escolher vender seu negócio e retornar para Nova Zelândia à procura de uma oportunidade melhor e por qualidade de vida.

Em sua primeira vez na Nova Zelândia, ele adquiriu um amor pela qualidade de vida, a segurança e o reconhecimento que o país tem com o ser humano e a vida de cada indivíduo.

Sameyr

Um pouco antes dele vender o seu estabelecimento, ele havia conversado com uma amiga de faculdade, Aline, que perguntou como havia sido seu intercâmbio aqui, houve então uma conversa e através da conversa ela então decidiu vir para Queenstown.

Quando ele vendeu seu negócio e com as conversas com sua amiga, ele percebeu que em Queenstown estava possibilitando maiores oportunidades para conquistar um sponsor com período maior de um ano, diferente da primeira vez que conseguiu apenas de seis meses. Ele então tomou a decisão de vir novamente para Nova Zelândia, porém agora para Queenstown.

Porém ele só não contava que iríamos nos conhecer no meio deste processo (risos).

Ela surgiu em sua vida

Natália. Quando nós nos conhecemos, ele já estava com tudo encaminhando para retornar para Nova Zelândia. Então, ele tinha a decisão de ficar no Brasil ou de vir para Nova Zelândia. Depois de conversarmos, ele propôs que eu viesse com ele. O que a princípio parecia uma loucura, se tornou a melhor decisão que nós dois poderíamos ter tido.

Queenstown/ Foto por Natália

Ele então veio primeiro, fez seu intercâmbio, encontrou um emprego e conseguiu um sponsor, eu fiquei no Brasil trabalhando e preparando minha vinda, pois financeiramente ainda não tinha nada feito no Brasil. Foi uma força em conjunto, de nós dois, para que tudo desse certo. Eu trabalhava, guardava dinheiro e arrumava tudo para minha vinda para Nova Zelândia. Ele fazia o mesmo aqui, trabalhava, guardava dinheiro e preparava minha vinda.

E deu certo, graças a Deus estamos aqui em Queenstown. Ambos através do intercâmbio.

Assim, a decisão do Sameyr de retornar novamente para Nova Zelândia, ocorreu do meio para o final do ano em 2018. Nós dois nos conhecemos na virada do ano de 2018 para 2019. Durante 3 meses, ajudei ele com as coisas que ele precisava arrumar para vir fazer seu intercâmbio em Queenstown. Conversamos e decidimos juntos que eu deveria vir e fazer intercâmbio, e então nós dois iríamos desbravar o mundo deste lado do globo.

Sameyr veio para Queenstown no final de março de 2019 e eu no começo de novembro de 2019.

Natália e Sameyr

Quais os desafios em relação à distância da família, amigos, cultura e país?

Natália. Sameyr já havia vivenciado a saudade antes da família, o que não anula o mesmo sentimento agora. Mas nós acreditamos que a experiência de viver longe de quem nós amamos, ela é diariamente digerida e transformada.

Tem dias que ela é esmagadora, já em outros é uma saudade deliciosa de poder compartilhar, mesmo a distância, tudo o que vivemos aqui e podemos passar para nossa família e amigos.

Natália e Sameyr

Nossas descobertas e as diversas primeiras vezes de muitas coisas, como por exemplo, ver a neve. Sameyr já havia visto em sua primeira vez, mas eu ainda não. Então, existem estes momentos que é fascinante poder dividir com quem nós amamos, esta sensação é maravilhosa.

Natália

O país é lindo, vivemos achando que estamos dentro de uma pintura feita por Deus. A Nova Zelândia é um espetáculo em diversos aspectos. Com relação a educação, segurança, a receptividade com as pessoas e com certeza a qualidade de vida, que é algo surpreendente. As pessoas vivem tranquilas e felizes.

Não existem problemas? Existem sim obviamente, como em qualquer outro lugar, mas aqui não é apenas isso, é algo diferente da nossa vida no Brasil, que os problemas pareciam ser os personagens principais da nossa vida, aqui não é assim, aqui o principal somos nós e não nossos problemas. Natália

Por que escolheram esta cidade e o que vocês consideram especial em Queenstown?

A cultura é esplêndida, apesar de não conhecermos muito da Nova Zelândia, os neozelandeses são receptivos aos imigrantes e os próprios imigrantes que vivem aqui também. A alimentação lembra muito a nossa do Brasil, a alegria das pessoas também, o que difere muito a nossa cultura que estamos acostumados é de longe a língua. Está sim é algo diferente, mas nada que não seja impossível e afinal, viemos aqui para aprender o inglês, então nada de ruim a se declarar, apenas a admirar e agradecer.

Queenstown/ Imagem Pixabay

Natália. A escolha por Queenstown veio pela sua beleza, que é extraordinária. E pela oportunidade que poderíamos ter em relação a emprego, já que ela é uma cidade turística, na época que foi feita a escolha por ela, isso foi algo que ajudou na nossa decisão. E lógico, a paisagem aqui nos tira o fôlego a cada vez que vamos a rua. Ela parece se transformar a cada instante e ao mesmo tempo ela é única. É algo que talvez por foto seja impossível descrever, talvez seja necessário sentir. E isso, é o nosso fator especial. Queenstown é única em diversos aspectos, mas a sua beleza é indescritível.

O que significa para vocês o projeto Te vejo lá fora? Conte um pouco.

Natália e Sameyr. O Te Vejo Lá Fora para nós é algo que começou como um desejo de compartilhar nossas experiências, nosso olhar sobre a Nova Zelândia, Queenstown e o Mundo, para nossos familiares e amigos. Poder compartilhar nossa rotina, nosso dia-a-dia, nossos passeios, curiosidades, informações dos lugares por onde formos passando. Um lembrete e uma forma de aproximar a quem amamos da gente, dai surgiu o nome e o nosso tão clássico bordão o: E ai, Te Vejo Lá Fora? Como uma forma de mostrar para eles que é possível viver seus sonhos assim como nós estamos vivendo o nosso.

Natália e Sameyr

Hoje percebemos que o Te Vejo Lá Fora, vêm se tornado maior a cada dia. E isso é mágico, é especial, podermos compartilhar com outras pessoas nosso sonho e mostrar para elas que é possível se jogar no seu sonho e ser feliz. Diariamente conversamos com nossos seguidores e é tão gratificante poder ajudá-los de alguma forma, mostrando quem nós somos, nossa essência, como vivemos, mostrando nossa vida como ela é e ter a retribuição de poder ouvir os sonhos, os desejos deles, conhecê-los pessoalmente, como já conhecemos algumas pessoas, isso de fato não tem preço.

Está sendo uma delícia desbravar o mundo, os nossos sonhos, dividir com quem nós amamos e que está longe da gente. E agora com tantas outras pessoas, histórias e de diferentes lugares. E saber que de alguma forma o Te Vejo Lá Fora está crescendo, sendo visto e se tornando especial para tantas outras pessoas espalhadas, por aqui na Nova Zelândia, no Brasil e em tantos outros países. Para nós esta experiência não há nada que pague. Só temos a agradecer a Deus, a nossa família, amigos e a todos que veem nos seguindo e que estão gostando do que estamos fazendo. Só podemos agradecer. O nosso muito obrigado. Vocês que veem fazendo o Te Vejo Lá Fora ser quem ele é e ter a importância que está tendo, para nós e para tantos outros. Obrigada!

Que conselho(s) vocês dariam àqueles que tem o desejo de ter uma experiência de vida fora do Brasil?

Natália e Sameyr. Não desistam. Nunca! Sabemos de todas as dificuldades, dos problemas e da sensação que temos de ser impossível que o sonho possa se tornar realidade. Mas não é, acredite quando falamos que não é. Basta olhar para nós que vocês vão ver que sonhos são possíveis. E que para torná-los possíveis, basta ter perseverança, planejamento, força de vontade e não deixar os problemas serem maiores que você e seus sonhos. Tenha fé, acredite, planeje, tenha força e assim como fizemos nosso sonho se tornar realidade, vocês também irão fazer. Temos certeza disso. Acreditem! os sonhos são possíveis e não impossíveis.

E aí pessoal. Te Vejo Lá Fora? Esperamos que sim e tão breve quanto possível. Fiquem com Deus. Um grande abraço deste casal meio maluquinho, mas cheio de vontade de dividir os lindos momentos da nossa vida com vocês.

Natália e Sameyr

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